Rumo ao meu destino pego a barca.
Discman, que já faz parte de mim, está ligado e eu largado sigo depois de comprar o bilhete e em seguida ter passado na banca atrás de uma revista para me distrair...Pronto agora eu entro!
Bermuda, chinelo e mochila...Um livro, cd, revista e canetas são os meus acompanhantes naquele momento.Visualizo um lugar perto da janela, olho ao meu redor e alguns retribuem o olhar, que sem malícia, retoma a visão da janela e me faz seguir até ela.O sol ainda quente faz realçar os semblantes cansados de alguns...Porém oque mais me chama atenção é o de uma senhora, aparentando uns 50 anos, que me olha da cabeça aos pés com um ar de reprovação que é seguido por um forte abraço em sua bolsa.
-Velha filha da puta!!!Deve estar achando que vou assalta-la ou algo do tipo...
A revolta toma conta da minha cabeça imensa porém, em um descuido da raiva que me possuía, uma idéia me vem a mente.Irei provoca-la e deixa-la em pânico já que acha que realmente vou assalta-la.Ao perceber que sair de perto de mim causaria uma situação desconfortável ela continua ali, louca e nervosa e eu que ainda pouco era só raiva, agora retorno aos meus desejos mais infantis de sacanear alguém...No caso, a velha filha da puta!
Me aproximo com a cara mais malvada que pude fazer naquela hora(logo eu...) e revezo meu olhar entre a sua bolsa e sua face desesperada, que me leva a ter que me esforçar para não rir!
Assim sigo ao lado da velha até o fim dos vinte minutos da travessia Rio-Niterói!
No exato momento em que ela resolve levantar vou atrás dela sem pensar muito com a mesma expressão malvada que a acompanhou por toda viagem...Imagino como não deve ter sido longa para ela!Desço da barca ainda em sua cola e ao repar que está APAVORADA retardo e passo e encerro a perseguição.
Sigo com aquilo na mente, chateado com o acontecimento e ao mesmo tempo refletindo sobre o estado de medo e pânico constante que se vive nas grandes cidades...Como morador de uma cidade pequena e interiorana, não vejo a hora de voltar a minha cidade materna e destribuir cumprimentos aos montes em poucos metros andados.
Após cumprir com meu compromisso e começar a trilhar o caminho de volta a fome se faz presente.Cato as poucas moedas que ainda me restam e paro e uma dessas barracas de ambulates do centro da cidade.Pergunto o preço do biscoito, conto o dinheiro e pago e ameaço ir embora, quando percebo alguem a me olhar e, seguido ao olhar vejo passos que se distanciam...Me viro em direção aos passos e avisto uma senhora com um olhar não menos filho da puta ao que, poucas horas atrás, havia vivenciado.Seu olhar é seguido do mesmo gesto de recolhimento somado a um desvio de olhar seguido de um apertar de passo.
Indignado,a sigo...
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Discman, que já faz parte de mim, está ligado e eu largado sigo depois de comprar o bilhete e em seguida ter passado na banca atrás de uma revista para me distrair...Pronto agora eu entro!
Bermuda, chinelo e mochila...Um livro, cd, revista e canetas são os meus acompanhantes naquele momento.Visualizo um lugar perto da janela, olho ao meu redor e alguns retribuem o olhar, que sem malícia, retoma a visão da janela e me faz seguir até ela.O sol ainda quente faz realçar os semblantes cansados de alguns...Porém oque mais me chama atenção é o de uma senhora, aparentando uns 50 anos, que me olha da cabeça aos pés com um ar de reprovação que é seguido por um forte abraço em sua bolsa.
-Velha filha da puta!!!Deve estar achando que vou assalta-la ou algo do tipo...
A revolta toma conta da minha cabeça imensa porém, em um descuido da raiva que me possuía, uma idéia me vem a mente.Irei provoca-la e deixa-la em pânico já que acha que realmente vou assalta-la.Ao perceber que sair de perto de mim causaria uma situação desconfortável ela continua ali, louca e nervosa e eu que ainda pouco era só raiva, agora retorno aos meus desejos mais infantis de sacanear alguém...No caso, a velha filha da puta!
Me aproximo com a cara mais malvada que pude fazer naquela hora(logo eu...) e revezo meu olhar entre a sua bolsa e sua face desesperada, que me leva a ter que me esforçar para não rir!
Assim sigo ao lado da velha até o fim dos vinte minutos da travessia Rio-Niterói!
No exato momento em que ela resolve levantar vou atrás dela sem pensar muito com a mesma expressão malvada que a acompanhou por toda viagem...Imagino como não deve ter sido longa para ela!Desço da barca ainda em sua cola e ao repar que está APAVORADA retardo e passo e encerro a perseguição.
Sigo com aquilo na mente, chateado com o acontecimento e ao mesmo tempo refletindo sobre o estado de medo e pânico constante que se vive nas grandes cidades...Como morador de uma cidade pequena e interiorana, não vejo a hora de voltar a minha cidade materna e destribuir cumprimentos aos montes em poucos metros andados.
Após cumprir com meu compromisso e começar a trilhar o caminho de volta a fome se faz presente.Cato as poucas moedas que ainda me restam e paro e uma dessas barracas de ambulates do centro da cidade.Pergunto o preço do biscoito, conto o dinheiro e pago e ameaço ir embora, quando percebo alguem a me olhar e, seguido ao olhar vejo passos que se distanciam...Me viro em direção aos passos e avisto uma senhora com um olhar não menos filho da puta ao que, poucas horas atrás, havia vivenciado.Seu olhar é seguido do mesmo gesto de recolhimento somado a um desvio de olhar seguido de um apertar de passo.
Indignado,a sigo...